sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Consciência

Que domínio tem sua consciência sobre ti?
E que domínio você exerce sobre ela?
...
Eu estava me lembrando, depois de parar e pensar sobre uma situação nefasta, o quão sempre fui alertada por minha mãe sobre ter uma consciência tranquila. Quer dizer, não lembro exatamente o que ela dizia ou diz a respeito, mas a ideia central é: "Utilizar a consciência como base para meus atos". Como se fosse um termômetro, algo assim.
E é engraçado lembrar disso, pois acabo de pensar no que era uma constante minha: "Se conselho fosse bom não se dava. Vendia"_típico pensamento capitalista? Pode-se dizer que sim? (risos).
A verdade é que por mais que eu sempre tenha demonstrado, em boa parte de minha vida, alheamento às orientações recebidas, elas se impregnaram em mim.
E confesso que, de fato, sinto-me feliz e agradecida por isso.


Como vai sua consciência, meu caro leitor?
Sim. Entenda isso como um diálogo amigável e nada além disso.
A minha está, creio eu, bem. Aliás, como disse a pouco, as orientações impregnaram de um jeito que me coagem em quaisquer atos que minha consciência julgue reprováveis. Desde ficar 5 minutos sem o aparelho móvel a coisas além.
Ta. Agora você me diz que sou boba, santa ou sonsa. Mas não se trata disso. 
Procuro pensar meus atos, e quando maus, eles me atormentam a consciência até obterem uma resposta a fim de reverter tal quadro.
Mas, então, apresentada à uma situação que pesaria extremamente se fosse comigo, parei para refletir e pensar: "Como está sua consciência?"
A vida só segue. 
Você acorda e, como de costume, escova os dentes, toma banho, come, e finalmente, inicia o dia.
Você dá bom dia à pessoa gentil do elevador, cumprimenta o porteiro, conversa rapidamente com a moça do restaurante (no momento do almoço), e segue a vida.
Você sorri com naturalidade e ri das mesmas piadas, você lê um livro, estuda para a prova, ouve música, pensa sobre o que vai comer no jantar, observa as pessoas e percebe que está tranquilo consigo mesmo.
Aliás, percebe não. Pois para perceber você deve dar importância a algo ou ao menos pensar a respeito ou se sentir afetado, e como já falei: Sua consciência está tranquila.
-Diga-me, por que está?
É tão confuso para mim lidar com o abstrato, e são abstratas situações as quais não consigo me visualizar.
Achei, por um breve instante, que estava sendo empática, mas nada mais era que falta de compreensão.
Diga-me leitor, como se sente ao pegar a última fatia de torta de doce de leite na geladeira mesmo sabendo que ela tinha um dono, que não era você?
E o que me diz daqueles 10 reais que você viu cair do bolso de uma jovem, mas ficou para si?
E quando um idoso extremamente vulnerável está de pé ao seu lado no coletivo e você, sentado, volta a cabeça para a paisagem exibida através da janela?
Ta..talvez você me diga que oferece o lugar, devolve o dinheiro e que está de dieta. Então, neste caso, como se sentiu quando falou duras palavras a alguém que, importante ou não para ti, gosta muito de você?
Ou quando deu em cima de alguém mesmo tendo namorado(a)?
Você não deu em cima? Neste caso, como se sentiu tendo, de fato, concretizado? Não o fez? Não o fez ou prefere pensar assim?
Como se sentiu ao sair do fim de uma fila quilométrica e ir para o início, porque conhecia alguém? ou quando deixou de enfrentá-la em um hospital, banco ou quaisquer desses lugares morosos?
Como se sentiu quando quase derrubou alguém com uma ombrada ou pisou no pé, mas não pediu desculpas? Como se sentiu quando falou mal de um amigo ou maldisse alguém?
Como está sua consciência?
Parece uma pergunta suficientemente adequada agora?
Parece bem colocada e faz algum sentido?
"Tenha consciência de seus atos"_acho que é assim que diz minha mãe. E acho que tenho tido em boa parte das vezes. Aliás, quem é perfeito?
Talvez o problema não seja o erro. Aliás, não o é de modo algum. O problema é quando banalizamos maus atos de modo tal que eles já não nos afeta. Sabe? quando uma criança se vê perplexa quando alguém ultrapassa o sinal. Mas quando cresce, essa se torna uma trivialidade.
O problema é a escassez ou inexistência de sensibilidade para perceber o erro ou sentir certo incômodo por ter feito algo que foge de seus valores
Ou talvez seja exatamente isso. Quer dizer, valores.
Pesar-me-ía (tentarei não usar mais mesóclises) a consciência jogar uma garrafa de água na rua. O que é um ato razoavelmente bobo (pois foi banalizado e normalizado). mas, depois de ter sido advertida por minha avó, quando eu tinha menos que 10, não tenho lembranças de repetir tal ato. (percebe-se aí a importância da educação e, em alguns casos, repressão na vida das crianças).
Eu não sou direta ao ponto muitas vezes. Ao invés disso, enrolo ou dou a entender retribuir interesse por aquele que se interessa por mim, não porque gosto de iludir, mas porque não sei como dizer que estou bem sozinha. Eu magoaria e isso pesaría a consciência, em muitos casos. Pois me coloco no lugar dela.

É difícil entender as pessoas quando elas são tão discrepantes de nós. Mas será que deveria respeitar mesmo diante de um ato indigno que sequer assopra negativamente sua consciência?
Talvez não caiba a mim fazer nada além que zelar pela minha
Talvez nossos costumes e educação tenham sido tão destoante quanto nossas consciências
E não posso fazer nada além de aceitar
Mas e você, leitor, como está a sua?

#UmaHeliofóbica


domingo, 24 de dezembro de 2017

Do duro sistema

Tinha um corpo esquálido. Seus braços morenos, tão finos quanto dois ossinhos, apoiavam-se numa espécie de retângulo metálico (chamarei assim, pois não sei o nome), enquanto os estreitos dedos seguravam na barra amarela à sua direita.
Por trás daquela gigante camisa, que praticamente engolia a garota, era fácil perceber dois vultuosos ossos, as costelas. Mas usava um pequeno short jeans por baixo daquela miscelânea de vermelho, verde e amarelo. As cores que, juntas e listradas, como estavam, representa o regae.
Fiquei por uma parcela de tempo, o quanto me foi possível, isto é, enquanto estive em sua presença, a fitar incessante a tal menina. Ao passo que ela, aérea, talvez, não sei ao certo, observava a paisagem de fora do vidro da porta.
-Até que ponto é bela a magreza? _pensei. 
Pensei porque isto só me veio à mente.Eu geralmente não escolho o que pensar em momentos não programados para isso.
Pensei pois tantos de nós passamos muito a nos ocuparmos com uns dos números que nos definem, que esquecemos que nem sempre eles são sinônimo do que consideramos belo.
Estava diante de uma feia magreza. A magreza da fome,da necessidade, da apatia alheia, da falta de escolha, de oportunidades, talvez, de família.
Estava diante do menos saudável tipo dela, isto é, da magreza. 

Ahhh(suspiro)... eu olhava insaciável, na esperança de ter seu semblante voltado a mim, a fim de que eu pudesse ao menos captar o superficial dele e transformar em algumas humildes palavras. Mas não me foi lançada sequer a possibilidade de uma virada de perfil. Quem dirá algo mais.
-Sería mesmo necessário?
Prossegui distraída com sua presença. A fina menina desprotegida, desalentada, receptora de olhares de desprezo ou da falta deles. Habituada.
Mas alguém a notou além de mim, pouco depois.
Um rapaz se pôs atrás dela. Muito próximo, por sinal. De frente a seu dorso e se pôs a olhar sua bunda.

-Sai daí menina, sai daí._Eu tentava me comunicar mentalmente.

Mas ela prosseguia indiferente ao próprio ambiente, tal como o ambiente parece ser indiferente a ela.
Não notava ou não mais percebia os riscos desta falsa segurança que os anos de rua lhe haviam proporcionado. Parecia sentir-se incólume ou fraca demais para continuar lutando contra o que chamamos de sistema.
Por sorte estava eu lá, de resguarda, pronta para me dirigir àqueles maus olhos que espreitavam o ambiente, em busca da oportunidade. 
Mas ele nada fez. Desceu pouco depois, junto a mim e outras dezenas.
A garota permaneceu lá. Segurando-se no apoio, enquanto, a sua volta,tantos ingressavam e egressavam, rumo a seus lares às 17 horas e pouco da tarde.

-Você,para onde vai? Você vai? Para onde?  Sabe?

Ela, talvez mudasse um pouquinho seu semblante para frustração.
Que tristeza! _É de se pensar.
Ao menos eu assim penso. Pois estava, ao contrário dela, magra por opção, desgrenhada por mania, com largas roupas por conforto. E ía encontrar minha família no shopping, para retirar o amigo secreto e comemorar num restaurante fast-food famoso, e cujo hamburguer comi pela primeira vez e odiei. Ela não tinha sequer a chance de gostar.

É tão pouco e tão normal quando se habitua a esta rotina. Tão quanto ela provavelmente perambulava tranquilamente pelas ruas às nove da noite, enquanto eu atravesso a ponte próxima a meu condomínio rezando, quando está escuro e vazio.
A gente se acostuma tão facilmente que vamos sendo levados pelo automático irrefletido.
Nós escarnecemos de tanto que temos e esquecemos dos que não tem.
Substituímos o pensar acerca e a empatia pelo: "Que bom que a polícia está aí. Pelo menos esse vagabundo vai preso"._ foi o que ouvi, minutos depois de uma garota, de 8 ou 9 anos, num segundo coletivo.
Era um garoto, adolescente, pego por cidadãos e, em seguida, pela polícia, depois de roubar algo e tentar fugir.
Olhei o semblante deste quando meu ônibus passou perto.
Havia muitas pessoas ao redor. Algumas sorriam e comemoravam, ao passo que o menino tinha seus pulsos algemados e era levado, junto à triste expressão, à viatura.
Não me senti bem, como muitos pareciam ter ficado.
Eu não estava feliz ou aliviada ou tomada pelo prazer em vi-lo pagar.
Não senti, juntamente, dó. Porém, pesar. (não sei ao certo se são ou não sinônimos)

Pesar porque ele, assim como a tal garota, eram da parte abjeta da população. E, possivelmente, posição sem chance de transferência.
Fadados a serem frustrados, ignorados, mal olhados e a receberem sorrisos somente quando estando em pior situação. Pois má, vivem constantemente.
Ao contrário deles, a tal garotinha de 8 ou 9 e seu comentário, possivelmente reproduzido por osmose, estava acompanhada da genitora e uma outra moça. 
Por mais leiga que fosse, a genitora, é sua família, e como tal, responsável por transmitir-lhe digna educação, quanto a valores.

Estava também, em mesma situação, um menino de 9 ou 10, que vi nesta mesma semana com sua mãe no ônibus.
Ele, ao terminar de beber sua água, questionou o que deveria fazer com a garrafa.
-Jogue aí mesmo guri. Depois eles pegam e jogam no lixo. Quem manda não ter lixeiro.


-Que crianças estamos (mal)educando?_pensei.


Diferentemente das duas primeiras, estas outras estavam acompanhadas da genitora, e pareciam ter condições de viver incontestavelmente superiores, ao menos para o básico, para sobreviver.

Estas tinham, em teoria, opção, diferentemente das primeiras. E sorte por haver uma chance um pouco maior de mudança na casta social. Mas isso ocorrerá mesmo ou perderão o potencial pelo mau aproveitamento da oportunidade?
Talvez eu nunca saiba, delas ou das outras. Provavelmente o sistema prossiga com elas do mesmo modo que tem sido. E é triste assim pensar, mas o que posso fazer?
Sou eu bem pouco. Tão pouco quanto elas. Impossibilitada de, sozinha, reverter esta ordem fechada.
O que cabe a mim, acredito, é apenas agradecer pela sorte que tenho, pela família e pelas oportunidades. Já que não escolhemos. Só somos lançados nesse mar, com algumas pré-determinações duras de serem quebradas.
-Estude!_Minha mãe sempre me disse._Estude_É o que me aconselho, pois recebo este valor desde cedo._Estude. Pois há tantos que sequer têm a chance de estudar. Há meninos que não receberam ao menos a instrução, e outros com pais que acham a maior afronta ouvir da criança que ela quer estudar, e não pedir esmolas e prosseguir nesta "vida".

-Agradeça!

Como fui favorecida por receber bons conselhos que, gradativamente moldam minha história, meu percurso e meu destino. _Dê valor_Faço das palavras que recebo de minha mamãe, mantras, depois desta reflexão.
Pense: Quantos gostariam de estar aqui? Se não pode fazer algo para ajudar, ao menos agradece.

Ps: Aproveitando o espaço para agradecer à minha mamãe pelo livro que eu tanto queria <3
Ps²: Feliz natal!


sábado, 21 de outubro de 2017

Festas? não, obrigada.

Eei, tudo bom?
Estava eu aqui neste belo sábado e decidi me aventurar. Arriscar-me em mais uma festa.
Sim, depois daquela trágica a qual fiz um post há sei lá quanto tempo.
Brincadeira. Na verdade eu não tinha muita escolha e seria uma imensurável desfeita não comparecer  ao primeiro casamento de um dos meus primos.
Mas, sabe, realmente esta vida (de festas) não é para mim e tenho, agora, plena convicção.
Senti-me não mais estranha, antes fosse, senti-me acuada, deslocada, um peixe fora d'agua.
Eu, que esperei ansiosamente para usar o lindo vestido azul marinho com um tamanco vermelho (julguem-me porque falo TAMANCO) e um brinco gigantesco que fazia eu me sentir uma drag (minha mãe me obrigou cada detalhe), dou graças por ter acabado.
Foi mal, esta não sou eu, mas se quer saber, não faz mal.  Acho que as experiências são úteis para que nos conheçamos melhor e paremos de nos submeter àquilo que não nos apetece. ao menos quando é possível.

Leitor, quero que saiba que me sinto um pouco melhor agora por estar aqui compartilhando um pouquinho disto com vocês. Sinto-me aconchegada como se eu estivesse a conversar com alguém que me compreende e me acolhe, alguém que é igualzinho a mim. E por isto não pude deixar de escrever algumas palavras e me despir daquilo que estava me pesando os olhos, fazendo-me chorar a pouco, e trazendo uma enorme dor de cabeça a quem não bebeu sequer um gole de álcool porque não se satisfaz em tal ato.
Senti-me mal por Ns motivos trazidos pelo estopim festa,e, então me pergunto: Quem pode te dizer o que é aproveitar a vida?
Pois para muitos isto (festa) tem papel essencial neste processo, mas a mim é, depois de estar exposta ao sol, meu pior pesadelo. 
Desculpe.Eu só precisava falar.
Eu, que já me questionei tanto porque sou assim e sim, tentei dar chances, vejo que isto não sou eu, que isto não me faz bem, pelo contrário.
Gosto de crocs não de tamanco
Gosto de brincos pequenos ou nenhum e não aquele lustre em minhas orelhas
Odeio maquiagem porque eu cuido demasiadamente de minha pele para não precisar ficar dependente disso
Minhas unhas não pintei, não fiz, não deixei grandes (ao menos isto não fui forçada)
O vestido é de fato lindo, fui eu, inclusive, quem escolheu. Usarei de novo outras muitas vezes, espero..Mas nada se compara ao meu moletom e minha calça também moletom
Os cabelos soltos impecáveis são uma graça, mas gosto de bagunçar a meu modo, passar as mãos 500 vezes e sentir que ainda não estão bons e simplesmente me irritar e fazer um coque
Álcool não passa em minha boca. O gosto não me agrada, estraga minha pele, minha saúde e meus órgãos (se tudo der certo quero doá-los, então, tenho também que conservá-los)
Mal os doces, pelos quais me privei toda a semana de porcarias, só comi três e me senti superlotada e enjoada
O coquetel sem álcool estava mel para mim, definitivamente desacostumei. Tinha refrigerante e eu não gosto de refrigerante, tinha açúcar e galera, não me levem a mal, mas eu tomo suco de limão sem açúcar, então aquilo não me desceu. Dei uma segunda chance, realmente não deu.
Minhas pernas doem, minha cabeça, meu corpo, minha mente..Cara..isto é o que chamam diversão?
A lembrança recorrente que tenho é das pessoas dançando ao meu redor e eu dura, sem conseguir me mover, constrangida, sem molejo, nada...não dá. Fui para o canto, perdi minhas companhias para o álcool, a música, a diversão que eu não conseguia e ainda não consigo enxergar. Como pode haver uma dicotomia tão grande em pessoas tão próximas?
Minha segunda distração da noite, um fotógrafo muito lindo, a esta altura tinha partido, para minha tristeza. E eu, por sorte, consegui fazer o mesmo antes de dar vexame sem precisar abrir a boca.

Agora?? Agora acho que consigo dormir depois de expelir estas palavras.
Sabe, sempre fui do tipo que faz vergonha à mãe e a quem me escolheu para seu amiga, porque infelizmente, não tenho maturidade para guardar o que sinto e fingir que estou ok quando não é verdade. Preciso de algum modo pôr para fora meu sentimento e me dói os ossos quando preciso ser forçada.
Isto ocorria quando eu era obrigada a viajar para o interior quando criança e continua hoje, quando tenho de ir numa fantasia para um ambiente que não me apetece.

Bem..se minha tia estiver lendo isto agora, provavelmente me achará rude kkk. Ela sempre diz que sou dura com as palavras, mas é que elas ajudam-me a externar de forma mais verossímil aquilo que sinto. E me tiram uma carga que não podería suportar no silêncio. Mas, digo-te que elas são incríveis não apenas por serem minhas melhores amigas. Mas porque do mesmo modo que podem ser pesadas, elas conseguem com maestria ser as mais doces também. Tudo depende, e o problema não está com elas, aliás, são só palavras que expressam aquilo que eu sinto. O problema talvez esteja em nossa mania de desejar que tudo esteja sempre bem e bonito, quando na verdade, sabemos que a vida não é um mar de flores.

PS: As pessoas têm uma visão tão romantizada de festas, como sendo a coisa mais incrível, mas se quer saber, depois do elevador, é o lugar mais coercitivo em que já estive.
PS2: Erros, já sabem..relevem, pois é o sono.

#UmaHeliofóbica

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O que eu posso fazer?

Oi, de novo!

Dois posts por ano dá para suportar, mas talvez dois no mesmo dia seja um excesso, principalmente em se tratando de mim kkk. (vocês superam).
Bem..esta não é uma forma de compensar as bobagens que postei anteriormente, até porque não sei se daqui sairá uma bobagem parte 2. É só que eu estava lendo umas coisas antigas que publiquei e meio a outras tantas besteiras que postei, deparei-me com coisas bem legais que me remeteram a momentos e que agora reverteram-se na tão clamada motivação.

Ei, o que eu posso fazer se descobri que não tenho controle sequer sobre coisas que dizem que tenho?
Ei, tenho uma prova amanhã e não me sinto segura. Não, não. Eu estudei, mas não é uma professora, mas "A professora". E o que posso fazer quanto a isso?
Ei, dizem para eu sorrir mais e falam que estou divertida quando acabo me permitindo estar e brincar com as pessoas. Mas o que eu posso fazer se eu não sou sempre assim? E se isso, assim como a garota legal e divertida, fazem parte de meu eu, o que posso fazer?
Ei, deixe eu lhe contar, é tudo mentira quando falaram a ti que é simples tomar decisões ou quaisquer coisas do tipo.
Ou será que é só comigo, que sempre tive dificuldade em levar as teorias para a prática?
Eu pensei em algo diferente, mas estava comum. O que eu podia fazer? postar o texto que tinha feito, desistir ou mudar? mudei. Mas nem sempre as escolhas são assim tão singelas kkk
Estava lendo uns posts antigos e sentindo vergonha de meu eu do passado (não vergonha alheia. Pois um amigo me disse que é errado falar assim) porque postava bobagens e cometia bastantes erros gramaticais. Mas quem sabe ainda os cometo e "ai ai" fossem esses nossos únicos erros na vida
E o que podemos fazer se errar faz parte do processo e nos ajuda a crescer?!
O que podemos fazer senão aprender, já que não podemos, quem sabe, mudar e escolher a porta de opção 2 ou 3 como nos desenhos?
Estava pensando sobre este período na faculdade e sobre como estava tudo tão alinhado, mas aos poucos foi se desestabilizando e como eu gostaría que ele tivesse sido bem mais produtivo.
Mas o que posso fazer se amanhã é o último dia? O que posso fazer que não me programar e tentar outra vez ser mais eficiente? Esta é uma questão até fácil de se lidar não fossem os reveses da vida.
E o que podemos fazer se não podemos mudar ou voltar ou fazer por não ter feito?
Nada. Pois nem tudo está a nosso alcance, por exemplo o que já passou. Mas temos, sim, não por completo, mas certo espaço para começar again and again sempre que acharmos necessário.
O que podemos fazer? Pensa menos garota, e faz mais_Momento meu outro eu me aconselhando.
Se fez pouco este período só analisa o que precisa melhorar e se planeja..Você consegue! _Quem nunca falou consigo mesmo? O que eu posso fazer se é involuntário?
Fale consigo. É bom kkk
Talvez seja frustrante pensar sobre não termos controle sobre muitas coisas, mas talvez pensar assim seja uma escolha nossa. O que podemos fazer? Faça. O que puder e achar que deve. Ao menos assim seu arrependimento não será por não ter feito, e isto não lhe garante algo bom (o fazer), mas ao menos saberá que fez algo.

PS: Alguns comentários em moderação não foram respondidos, porque o blogger não sinalizou. Mas tratarei de resolver isto agora!

Um post sem sentido! Prometo que isto não será recorrente kkk

Olá pessoas
Bem.. Tenho estado mais omissa do que gostaria, mas a verdade é que não me tem vindo muita inspiração e ando me ocupando bastante com algumas coisas da faculdade que, por sinal, não tem me rendido frutos tão doces quanto eu gostaría. Porém, prefiro pensar que tudo é questão de tempo e que aprendizagem faz parte deste tempo. Que varia de indivíduo para indivíduo.
Enfim, esta postagem é reflexo de minha total falta de motivação para escrever um conteúdo razoável, mas, ao mesmo tempo significado de que não estou totalmente alheia ao meu blog. Apesar de parecer.
O tema é sobre a descrição de uma praça e do grupo que está nela, para um trabalho de antropologia que entrego amanhã. Fiz com um amigo, mas esta parte fui eu quem escrevi, por isto estou postando. 
Apesar de não saber se está de fato boa ( meu amigo fará alterações lá no nosso trabalho, se necessário) ou se é realmente isto uma etnografia kkkk, ao menos tentei e é o que vale. Acho que minimamente valeu a experiência e algumas palavras legais. 
É meio longo, mas espero que tenham paciência e gostem. 
Com amor, uma escritora não tão omissa assim <3



Uma praça é um local feito não somente para ornar um bairro, mas também para promover a interação entre as pessoas, possibilitando a elas um momento de lazer. Mas, atualmente, com toda a onda de violência e insegurança nas cidades, principalmente, o número de pessoas que frequentam este tipo de ambiente tem se tornado progressivamente mais escasso, ao ponto de uma praça ser tida como um local onde só é comum se frequentar em interiores.
O ambiente transmite calmaria e lembra bastante o clima interiorano. Aqui, a impressão que se tem é que não há pressa, não há vida lá fora ou quaisquer coisas com que se preocupar. No rádio de um senhor que estava sentado apreciando as pessoas passarem perto dele naquele meio de tarde fresco, tocava uma música que em muito nos faz lembrar de nossas avós a cantar. “Você é meu céu, você é minha vida”. Era o que dizia a letra da música “Meu cofrinho de amor” de Elino Julião. Desta forma fomos recebidos e percebemos, então, que estavamos no local certo.
Num local onde a pacificidade e a tranquilidade parecem imperar, a única figura que destoa do lema da praça é a de um carteiro que, apressado e dono de semblante duro e rijo, caminha rumo a mais um endereço. Ao nosso redor, as árvores nos dão a resposta do porque somente naquele momento, depois de uma busca implacável por um ambiente para explorar, tudo pareceu ganhar frescor e sombra. O lugar é agradável de se estar e parece que não foram somente nós que percebemos isto. As pessoas ali são predominantemente idosas e parcem não serem compostas de outra coisa senão da mais pura e singela felicidade.
Um pouco mais distante de nós, um grupo contendo cerca de 20 senhores jogando baralho e dominó. Negros e brancos, gordos e magros, de pé ou sentados, eles jogam sem muito barulho, apenas algumas palavras e frases curtas são lançadas. O foco parece ser a partida. Alguns fumam, os outros não dão sinal algum de incômodo com o cheiro. Aparentam ter idades muito próximas e se vestem de forma similar: bonés ou boinas, camisas: de time, escola ou regatas; bermudas jeans e chinelas.
Na mesinha e bancos fixos em que estão, cartas de baralho; dominós; dados; uma caixa com fichas e um burburinho. Eis que um deles se exalta e outros também o fazem. Alguém trapaceou e isto não passaria despercebido. Alguns deles elevam a voz na tentativa de serem ouvidos meio a todo o falatório e, então, tudo se acalma outra vez. Eles parecem ter sanado o problema e punido o trapaceiro. Agora riem e continuam a jogar como se nada tivesse ocorrido.
Por perto, um outro senhor passeia com seu poodle, uma moça volta da academia e algumas crianças brincam em amarelinhas desenhadas no chão e em outros brinquedos que, inclusive, num deles, marcas de xixi são percebidas por olhos atentos.
Um dos senhores que joga baralho com seu grupo decide dar uma pausa. O motivo é que ele está apertado e precisa urinar. Sem pudor algum, levanta e vai até a árvore mais próxima. À luz do dia, publicamente, alivia-se ali mesmo e volta à partida, sentando-se em um banquinho que parece ter sido ele próprio quem trouxe de casa . O mais inusitado é que logo ao lado há uma creche e naquele mesmo momento algumas crianças são liberadas. Ninguém parece se afetar.
Enquanto um carro de som passa em frente a um palco com pichações, anunciando que haverá um culto na capela S. Francisco de Assis naquela noite, a mãe de uma das crianças segura suas pequenas mãos e vai em direção a um senhor que vende cocos a 1 real a unidade. Valor que, em bairros nobres, orla ou praia não pagaria nem metade.  Mais a frente, uma moça com uniforme laranja da empresa  BTS varre o chão. E um rapaz da mesma empresa, um pouco mais distante, faz o mesmo serviço. Há muitas sacolas pretas com folhas secas amareladas recolhidas na ponta da calçada e seu serviço parece estar surtindo efeito.
Lá, contudo, outros grupos, além dos idosos, estavam presentes. Na quadra poliesportiva, de basquete e futsal, muitos jovens suados deixavam a bola escapar da quadra, fazendo-nos interagir com eles. Dos 10 bares espalhados, apenas dois estavam abertos e não contavam com pouco mais que dois clientes cada. Um dos bares toca uma música cuja letra fala sobre a partida de alguém amado “...mas você chegou para mim e disse adeus...”, enquanto o segundo, com a televisão ligada, exibe uma novela mexicana.
As barras de ginástica, outrora vazias, foram ocupadas por dois rapazes. Na rua, outros dois poodles passeiam com seus donos. Em dois dos muitos bancos coloridos dispersos, há casais tendo relações demasiadamente afetivas sem se importarem com quem está ao redor.
Agora o sol está mais suave, o relógio indica 16:08. As folhas que ainda não foram postas naqueles sacos de lixo pretos adornam o chão embelezando o local, dando-lhe aparência de outono. Árvores de jamelão, coqueiros, dentre outras espécies, agora, dançam com o vento, enquanto os pássaros bem-te-vis responsabilizam-se pela melodia.
E não cessa o vai e vem de pessoas por ali. Agora não só crianças pequenas brincam no parquinho, mas também outras, um pouco mais velhas, percorrem a extensa praça com suas ávidas bicicletas. Enquanto um grupo de jovens, sentados, conversam entre si, deixando as suas recostadas próximas a eles.
Perto de uma das árvores, algumas seringas, mas nenhum hospital por perto. O que sugere que há pessoas que fazem uso de drogas durante o período da noite. Mesmo com uma caixa para coleta seletiva próxima, há, além disso, embalagens plásticas no entorno, o que posterga o fim do serviço dos dois trabalhadores que varrem o local.
Mas além deles, na outra ponta da praça, estão vendedores ambulantes com suas barracas de: frutas, pastéis, caldo de cana, queijos, etc. Um morador de rua, bem próximo deste mini comércio de comidas que é esta parte da praça está acompanhado por muitas coisas as quais muitos chamariam de entulho, e que nada mais é que sua moradia. Ele é bastante idoso, tem um semblante sério e traz consigo um quadro com uma pintura de pirâmides em tons azul e rosa, feitas numa porta de guarda-roupa.
O ponto de ônibus logo ao lado dele e em frente ao mini comércio de comidas está lotado de pessoas que esperam seus coletivos cujas linhas são para alguns distintos interiores. Funcionários da empresa Torre, sentados no chão da praça, esperam o turno começar. O celular que fotografava pontos chamativos aos nossos olhos, a esta altura já estava descarregado, impossibilitando novas imagens.
Um segundo senhor urina. Desta vez já não nos gera qualquer espanto ou riso de estranhamento, o que revela que já nos sentimos imersos e à vontade o suficiente naquele lugar que já se tornou também um pouco nosso. Esgoto, urina e cigarro, é o que se sente nesta parte da praça que estamos agora, a qual o segundo idoso se aliviou sem preocupação.
Alguns dos senhores ao voltarem da farmácia ou supermercado param para olhar os outros jogarem e alguns entram no jogo. Enquanto o rapaz do coco guarda seu material de trabalho, o dono de um terceiro bar inicia seu expediente. O sol se põe, partimos ao som da última canção “ Trago o que me faz feliz. Nosso filho que eu não fiz e o cachorro de estimação” (cantor desconhecido).
A praça é como o centro do bairro e é engraçado e contraditório porque o que se espera de um lugar considerado como o centro é que ele seja simbolizado e representado pelo barulho e estardalhaço. Mas, serenidade é provavelmente a melhor palavra para defini-lo. É como se ela fosse um mundo a parte de todo o estresse e poluição sonora percebidos ao emergirmos dela. Na praça tudo é calmo, fora dela, poucos segundos depois, já é possível ouvir uma miscelânea de sons: ambulância, buzinas, carros, pessoas falando ao celular e muito movimento ligeiro de gente que corre tentando acompanhar o tempo que parecia não correr na praça.
No início daquela tarde, ao percebermos aquele local com várias pessoas, a curiosidade que se instalou veio com a seguinte pergunta: “Quem fica em praças?” e à medida que fomos consumidos pelo clima do ambiente, mudamos o questionamento, ao sairmos de lá, para “Por que não ficamos mais em praças?”.
Foi assim, preenchidos por um turbilhão de inexpressivas sensações incabíveis em nós mesmos e que seríam imperceptíveis se tivessemos sido alheios àquele local, que saimos de lá. Despedindo-nos da estátua de bronze que dá o nome àquela praça.

Nos galhos secos de uma árvore qualquer
Onde ninguém jamais pudesse imaginar
O Criador vê uma flor a brotar

Catedral
Trecho da música “Galhos Secos”

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Não deixe que a importância se perca

É paradoxal pensar sobre como as coisas funcionam.
Paradoxal porque é engraçado e ao mesmo tempo triste pensar sobre a efemeridade.
Sobre algo que é muito para nós hoje e que pode deixar de ser num piscar de olhos. Como "One Direction" para mim.
Pensar sobre como deixamos a cada oportunidade que pessoas e momentos se  percam, simplesmente por conveniência...Por que é, talvez, a melhor opção. E tudo bem, podemos substituir facilmente.
Sería próprio da cultura do consumo infectando nossas relações com não produtos?
Sinto-me neste momento como os países subdesenvolvidos prejudicados por uma grande crise que atingiu os grandes capitais (desculpa, trabalho de história deu nisto)...Não sei se faz sentido, às vezes acho que tem coisas que sou a única capaz de me compreender.
Tudo bem, está um pouco fechado e visivelmente é por isto que me torno incompreensível
Numa crise, os países desenvolvidos têm chances inferiores de serem afetados ou se o forem, serão menos e terão mais recursos para buscar formas de se livrar desta. Enquanto os mais instáveis, que pouco possuem, não dão a mesma sorte.
Deu para entender? 
kkk Ta..vou melhorar um pouco mais
Em uma dessas perdas de importância naturalizadas, aqueles de poucos amigos (países subdesenvolvidos) são possivelmente mais prejudicados que aqueles que possuem mais ou maior facilidade em conseguir fazer amizades (países potentes). Ainda que uma perda seja uma perda..
Comparação boba, mas pensei que seria uma boa analogia.

   


E percebo por aí pessoas perdendo a importância como a embalagem da bala que depois de aberta, findada a função de protegê-la, não serve para nada.
Percebo pessoas perdendo a importância como se nada tivessem sido, como se não passassem, agora, de desconhecidos.
Sei lá, sempre valorizei bastante tudo aquilo que tem alguma importância para mim: desde um pedaço de papel com algumas palavras escritas até...pessoas..Sim. Contraditório? Talvez. Porém, por mais antissocial que eu seja, realmente acho que elas estão no topo daquilo que devemos valorizar (não todas, mas muitas kk).
E é engraçado porque só vim aprender isso com o tempo
Eu que tinha como uma de minhas metas de felicidade, quando criança, uma mansão como a do Michael Jackson, hoje troco isto por vários dos momentos em que estive verdadeiramente feliz com todos aqueles que dou ou já dei importância.
É engraçado de se pensar ou eu quem sou estranha?
Fico lembrando de quando eu estava no ensino médio. Era uma pessoa não muito congratulável, digamos assim. Eu abertamente trocaria minha família pela mansão do Michael, pronto falei!! (droga de sinceridade). Mas hoje percebo que nem 10 mansões do Michael seriam suficientes para compensar a família com a qual fui presenteada e que felizmente hoje dou importância, por perceber o quão afortunada sou por tê-la.
Demorei para me dar conta disto, mas uma vez que nos damos conta de tudo aquilo que tem importância não acho válido que joguemos para o ar como se nada tivesse sido ou ainda seja.
Sei lá, às vezes penso sobre a vida, como ela é um tanto dura e nos faz tornar o que não gostaríamos
Pois as vezes eu só não dou importância...a nada, a ninguém. Prefiro pensar que talvez seja mais fácil. A escolha mais assertiva para não me frustrar, até porque não vou me permitir exposição.
Lembrei agora quando minha mãe dizia em referência a mim: "Vivo bem com minha família. Me isolo no meu canto e está tudo certo".
E é tipo isto. Você se poupa, mas no fundo não faz nada além disto.
Os erros nos ensinam e as tentativas são uma possibilidade de acertar e perceber que dentre tantos cascalhos havia algo passível de ter importância para nós.
Pois ela (a importância) é assim: individual e relativa, única e pessoal.

Decidi postar e foi aí que eu percebi que não tinha perdido mais uma importância de tantas outras que já se foram. Isto é no mínimo aliviante.
Enfim, não deixe que a importância se perca.
A vida é louca e imprevisível...e sempre precisamos de algo que nos dê certo suporte..suporte que talvez outrem não possa oferecer por não ter a mesma importância que aquela importância que, talvez julguemos não mais ter para nós.

PS: Não importa se não der para ler. É só um recadinho que minha sister escreveu no dia de meu aniversário e que não tive coragem de me desfazer.
PS2: As fotos dos dois amorezinhos mais acima são duas das minhas importâncias. E que fique claro, sinto ciúmes deles.
PS3: Ignorem possíveis erros e falta de lógica. Realmente estou com sono e cansada de revisar. Mas não foi feito com mau gosto, ok? kk. Até porque se eu não quero eu não faço (droga de sinceridade²)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Sobre quando encontramos a nossa felicidade

_Ele não se sentia feliz a menos que estivesse fazendo aquilo que gostava._Foi o que disse à uma entrevista a 60 minutes a mãe de uma das figuras que mais me inspiram e me causam apresso: Jacob Barnett.
Hoje, após a aula que mais subestimei ser agradável, notei uma alegria que transpassava meus olhos, fazendo-me sorrir à toa.
Ora, não costumo esbanjar bom humor e a melhor das feições quando não estou com meus amigos, por isso percebi que havia algo distinto e  anotei em meu caderno: "Sinto-me motivada todas as vezes em que saio desta aula". Extremamente, diga-se de passagem.

[...]Sobre a relativamente grande mesa redonda da biblioteca espalho minhas coisas (nem uso todas elas), abro a apostila e esqueço todos ao meu redor. E me sinto feliz e empolgada, desejosa por me superar e a não apenas tirar uma boa nota, mas assimilar tudo quanto me for possível.

É engraçado como felicidade é algo tão relativo, e é engraçado que por melhor que eu esteja, vez ou outra (não dá para estar bem sempre), é muito raro eu estar verdadeiramente feliz e acho que só descobri isso agora, depois de perceber como tudo muda quando estamos realmente bem e felizes. Felizes com o pouco ou o muito
O pouco que nos é muito
Pouco que tantas vezes é tudo
Quem se atreve a dizer o que é felicidade?(acho que me atrevi em alguma outra postagem) E mais ainda, taxar cada uma delas se cada um sabe o que te faz feliz?!?
É engraçado como o mundo muda aos nossos olhos ainda que seja o mesmo, e como ele nos acolhe e as pessoas sentem nosso olhar diferente
Como nossa postura muda, nosso tom de voz, nossa conversa...
Sabe de uma?
Acho que quero, se não perpetuar, ao menos tornar mais constante dias assim.
É hilária (cansei de engraçado) a efemeridade das coisas e triste pelo dia estar findando, pois são tão raros dias assim.
Eu que ontem me encontrava desolada e inconsolável optei por querer algo melhor e a vida...ela colabora

Acho que estou aos poucos descobrindo o que me faz feliz e como sempre digo:"Tem algo melhor que se conhecer?"
Eu que até poucos dias não sabia o que gostava de fazer para me divertir estou percebendo
Pego-me feliz quando motivada nos estudos, e tudo bem se o que me faz feliz é estudar em pleno sábado. Empolgada, lendo e agindo autodidaticamente

Hoje comi uma comida maravilhosa
Encontrei pessoas agradabilíssimas
Hoje sorri.
Sorri porque estava feliz e não que não sorrir seja sinal de ausência de felicidade, mas ela era tamanha que não se conteve, acabou se expressando em meu sorriso.
Eu sorri e olha que incrível
Eu que não curto muitos contatos fui às pessoas e gostei..isso não é atípico?!?
Eu que me conheço um pouco a cada observação e monólogo em papéis de caderno, agendas ou folhas avulsas
Eu que gosto de compreender

Sorri e me sorriram
Sorriram com a mesma verdade que eu expressei, e isso não é maravilhoso?
Hoje tive uma aula a qual as pessoas ameaçaram se mutilar, mas que eu atentamente anotava, comentava e perguntava. Interagindo com a professora a qual mudei meus conceitos positivamente e que tem me sido muito. Outro referencial. Um dia lhe direi.
Eu que comi um bolo de "não cenoura" contente com meus dois amigos.
Eu que embora taciturna, peguei-me conversando incessantemente.
Eu que sorri e me sorriram
Eu que vivi hoje tanto que até estranhei, pois foge ao meu clichê.
Ao menos é o que as pessoas dizem: "Você tem que viver".
Eu que quero mais e fico muito feliz por querer 
Eu que me sinto feliz por estar feliz e por querer estar feliz cada vez mais

#UmaHeliofóbica